Terminar um livro...
É como terminar uma viagem, com a vantagem de que podemos voltar aos grifos quantas vezes desejarmos (Eu só consigo ler, grifando, meus livros possuem minhas marcas pessoais).
Hoje terminei um livro, não terminei com ele, ele continua ali, na minha estante, me esperando, ele sabe que vou voltar. Livro bom é assim, já sabe que vai ser relido... E esse sabe!
Ele foi meu companheiro por quase um mês, era o meu "livro de ônibus", entrava no ônibus e logo sentia seu chamado discreto, lá de dentro da minha bolsa. Nas idas para o trabalho, lia um pouquinho, parava, saboreava os ensinamentos e aproveitava para respirar fundo, olhar a paisagem... Caso contrário passo mal, não consigo ler o tempo todo com o sacolejo do ônibus... Preciso de umas paradinhas.
Foi assim que fui saboreando e aprendendo com o "meu" livro.
Toda essa posse é coisa de quem se apega, de quem não sabe se separar... Confesso, tenho um amor um pouco exacerbado pelos meus livros, esse, de forma especial!
Mas jamais nego emprestá-los aos amigos. Coisa boa é pra ser partilhada, senão, perde o sentido!
Ah... Já ia me esquecendo, o livro em questão é "Tempo: Saudades e esquecimentos" (Fábio de Melo).







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